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Nova lei do INSS trás de volta divisor mínimo pondo fim ao “milagre da contribuição única”

Brisa da Mata

Publicada em 05/05/2022, com vigência imediata, a Lei nº 14.331/2022, trouxe mudanças importantes que afetam as aposentadorias.

As únicas aposentadorias que não serão afetas são a aposentadoria por incapacidade permanente e os benefícios por incapacidade.

Sem mais delongas saiba mais sobre as mudanças.

Fim do “milagre da contribuição única”

O “milagre” da contribuição única era uma técnica para aumentar o valor da aposentadoria de um segurado que estava prestes a se aposentar.

A aposentadoria com base no milagre da contribuição única foi uma estratégia que permitiu aumentar o valor de uma aposentadoria, muitas vezes, de 1 salário mínimo para 60% do teto do INSS com apenas 1 contribuição para o INSS.

Porém a Lei 14.331/2022 acabou com o Milagre da Contribuição Única pois com o restabelecimento da regra do divisor mínimo esta estratégia deixou de ser possível.

Agora você só pode se beneficiar do Milagre da Contribuição Única se completou a idade mínima e pagou contribuição única até o dia 04/05/2022.

Divisor mínimo

A Reforma da Previdencia extinguiu o divisor mínimo para as novas aposentadorias e a mudança constitucional ainda possibilitou ao segurado a exclusão de contribuições do período básico de cálculo.

Porém com as novas alterações o divisor mínimo voltou e ele exige a divisão da média das contribuições do segurado por um número determinado, no caso atual: 108 (cento e oito) meses.

O divisor é destinado para quem fez poucas contribuições para a Previdência a partir de julho de 1994. O divisor mínimo será utilizado se você tiver menos de 60% das contribuições entre 07/1994 e a data do início do seu benefício.

Lembrando que caso o trabalhador tenho os 15 anos (180 meses) de contribuição entre julho de 1994 e 2009, ela vai entrar na regra de cálculo de antes da Reforma.

Ou seja,  80% maiores salários de contribuição, ou seja, os 144 meses em que ela teve uma contribuição maior a partir de julho de 1994.

Novos requisitos da petição inicial de benefícios por incapacidade

Essa é outra novidade que a lei trouxe, essa mudança não causa impacto no cálculo da aposentadoria, mas vale a pena conhecer.

A partir do dia 05/05/2022 as petições iniciais devem conter os seguintes requisitos:

  1. descrição clara da doença e das limitações que ela impõe;
  2. indicação da atividade para a qual o autor alega estar incapacitado;
  3. possíveis inconsistências da avaliação médico-pericial discutida; e
  4. declaração quanto à existência de ação judicial anterior com o objeto de que trata este artigo, esclarecendo os motivos pelos quais se entende não haver litispendência ou coisa julgada, quando for o caso;

A petição inicial deverá conter os seguintes documentos:

  1. comprovante de indeferimento do benefício ou de sua não prorrogação, quando for o caso, pela administração pública;
  2. comprovante da ocorrência do acidente de qualquer natureza ou do acidente do trabalho, sempre que houver um acidente apontado como causa da incapacidade;
  3. documentação médica de que dispuser relativa à doença alegada como a causa da incapacidade discutida na via administrativa.

 Fonte: Jornal Contabil

Brisa da Mata

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